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quinta-feira, 4 de abril de 2013

BOBOS, MOMOS: Temos pena!




Com tempo de sobra para aprender a Grândola como deve ser, embora lhe vá ser complicado palavras como fraternidade , o Povo é quem mais ordena , até porque acabaram as Novas Oportunidades.

Feliz? Claro! Triste, também! Direi mais, saudoso de uma saudade que por o ser já me põe melancólico. Vou ter pena de não continuar a ver e ouvir os dislates, a ronceirice, o típico português que apesar de governamentavél, de fato e gravata de luxo, continua a meter a unhaca entre os dentes, a coçar o dito cujo publicamente, ou a cuspir para o chão! Tenho pena desta personagem, juro! 


Como na idade Média, todas as cortes precisavam de um bobo, de um momo, alguém que sabendo segredos de alcofa, de traições castelares,  os guardava bem guardados, fazendo rir a maralha. Um bobo que me vai fazer falta, porque sempre o vi  ridículo,  colorido, carregado de guizos e histriónico como todos os bobos deveriam ser. Não há bobo agora, apenas e só mentecaptos vestidos de seriedade.


Não foi um cromo, não foi uma anedota, foi muito mais: a essência da própria anedota, a anedota desnudada. Boçal, rasteiro, reptilizado, mas sobretudo de uma ignorância, de uma incultura que mesmo com outros boçais na parada, ele conseguia trocar o passo e sobressair!

Tenho pena, vou ter saudades: precisava do sujeito para me rir a bandeiras desfraldadas, ou para catarse em centro de alvo de setas. Que vai ser de mim agora? A Rainha de Inglaterra de Belém? Na...ainda não estou de dieta! O Rabit ( entre as pernas) , o retardado mentoliphtos que nem com "Cerebrum" lá vai? O génio que acha que se deve decorar os Lusíadas, mesmo sem nada perceber do decoranço e que isso sim é ser não eduquês? O lambreta empenado que não faz, não diz, não pensa do capacete?


Uma tristeza este abandono. Tinha tanto para dar! Tantas momices para fazer, tanta criatividade para nos divertir, e deixa-nos assim? orfãos, completamente desolados, descampados em seca relva? Muito injusto, muito mal agradecido! Quase um povo inteiro a achar-lhe graça, a perceber entre a alma de um homem e um pacote de flocos, a diferença pode ser no brinde, e o homem sempre me pareceu daqueles brindes de pacote, ou do ovo Kinder, sem surpresa, às peças, para montar, para alegrar a criançada nacional!


Sinceramente triste, derrotado. É injusto! E tem razão sim senhor: a História há-de julgá-lo, e sabendo nada de História, o bobo  pelo menos dois heróis tem: O Conde Andeiro e Miguel de Vasconcelos! A História julgou-os sim senhor: quando defenestrados : não tinham aprendido a voar !

Triste sim, senhor, até porque o outro bobo-momo da corte anterior era ainda mais miserável, roasado, mesmo com licenciatura em momices e tudo! Foi despedido, mas continua a mando real, ou a medo de outros a ciciar meia dúzia de enormidades. Livrou-se da masmorra e da reforma, e agora tem ambições, depois do regresso "ensorbonado" em nevoeiro do seu amado e televiso Sebastião, mesmo que cadáver.

Foi sempre assim, bobo morto-bobo posto! Agora virá outro, talvez contratado dos confins da bobolândia, ou talvez, das cavernas geladas da "comentarice" política! Ou não, e acabou-se o banquete por assalto ao castelo e tudo!
Esperança...ou talvez não! Talvez a Rainha de Inglaterra resolva o problema, deixando o pão-de-ló e mudando para a bola de carne de Lamego! Ou talvez os obrigue a todos a ler a Utopia do Thomas Man! Podemos pedir "More"?

Tenho pena, estou triste. E como sempre que estou triste quando caem bobos,  vou ler um livro do Alberto Pimenta: "Discurso do F.D.P" .

Estou como uns pobres de Espírito de um blogue: Um abraço, bobo! Sim! Com alcatrão e penas!

Agora a sério: na minha tristeza a dedicatória de um poema

              Frio Olhar
Visíveis as sombras pendiam no escuro do canto.
(É uma falsa caixa de felicidade, a luz reluzente
Coroa-lhe a cabeça engelhada.)
A iguana de frio olhar humano.
José Emílio-Nelson, A Visão do Antigo



sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Saudação...Bobos e Espertos

Não, não vou ser indulgente, porque vou acreditando que muitas vezes é uma forma polida de desprezar alguém, por isso, apesar de amargo, quero ironicamente saudar o acordo fresquinho ME-Sindicatos sobre o futuro”novo” Estatuto e Avaliação de Desempenho Docente. Não posso também de passagem saudar os diligentes e instrumentalizados dirigentes sindicais, os meus célebres colegas blogosféricos fazedores de opinião, os também colegas, durante meses, arregimentadores militantes de ódios e raiva de sala de professores, os que nunca leram um documento, mas que num passe de mágica se tornaram “experts” de tudo relativo a Estatuto, ADD, Supervisão Pedagógica e afins e, por ultimo, aos sorrisos encantadores, mesmo mavioso de quem percebeu , honra lhe seja feita, que com “papas e bolos...”


Não sei se é um bom ou mau acordo, mas como sei ler e ainda percebo alguma de metonímia, imagens , metáforas , significantes e significados, pasmo o entendimento e a futura paz a voltar às escolas. Saúdo a “minha” classe paupérrima de afectos , que ao primeiro afago, à primeira carícia, se derrete delicodoce perante uma simples mudança de terminologia, de texto, de “poemário”. Saúdo também os colegas tão, tão convictos das suas opiniões, que esperam sempre das convicções dos outros sejam blogues ou sindicatos, para tornarem mais convictas as convicções que nunca tiveram.


Saúdo este entendimento, porque não havendo titularização, há "titulares" e havendo ADD como havia, há outra que é quase a mesma, com objectivos (facultativos-que praticamente se tornarão obrigatórios, percebam porquê!), aulas assistidas, (corpo de docentes avaliadores com especialização –claro...corrida à Bolt, de muitos que antes odiavam as aulas assistidas – como vos conheço, Classe!) relatório de autoavaliação e tudo, e depois, Relator e Conselho Pedagógico ( Claro com os Coordenadores a não serem eleitos pelos próprios colegas que vão avaliar, mas sim pela DE). Ah! O relator terá de ter “Tendencialmente” formação especializada, perceberam, não perceberam? Saúdo este acordo pelo que ele esconde de oportunidade política, de interesses escondidos, do “ficarem todos a ganhar”, perdendo a classe!


Então, com um bocadinho de “chantilly” e açúcar, o que era azedo antes, agora come-se? Como vão agora os meus colegas “arregimentadores” travestir isto para eu engolir?



Pronto , paz nas escolas, como se a houvesse antes, como se agora (ò hipócritas) se conseguisse distinguir o mérito, como se agora as aulas assistidas fossem diferentes das que foram, como se agora o pedido de MB, ou Excelente, não tenha a mesma carga, só porque esferográficas de má qualidade apressaram assinaturas num documento. Agora a paz, agora “tudo como antes no quartel em Abrantes”, embora pareça que não.


E...era isto o mais importante? Isto vai modificar a essência do ser Professor e do se ser Professor? Vai trazer vontades de se ser melhor Professor, de ser quase um "bom professor"? Isto vai ajudar o colega em dificuldades? Vai incentivar o que não lê, não reflecte, o “dinossauro”, o “estagnado”? Isto vai ajudar aqueles que são os mais desgraçados, esquecidos e enxovalhados da classe docente, os CONTRATADOS?


Assim, saúdo este acordo “histórico” . E para o saudar, os meus parcos leitores já sabem que a ironia de vez em quando gosta de me visitar, a literatura, a excelente literatura, neste caso a brasileira, que tanto amo. Um texto magnífico de Clarice Lispector, irónico, ácido na sua áspera beleza. Porque efectivamente neste processo, houve os “bobos”, os ”espertos”, mas também os oportunistas, os idiotas, os arregimentados. Olhem eu situo-me entre o bobo e o inteligente com cabeça própria!



Já agora para terminar, só estas informações para qualquer mixordeiro que venha aqui chafurdar : Era titular e estou –me completamente nas tintas que fosse o meu “título-ao-ar”. Foi para bem da classe! Numa leitura de “escanteio”, o acordo até me parece favorecer, ou pelo menos, não prejudicar. Adoro ser Coordenador, tenho um Departamento de 13 colegas de se lhe tirar o chapéu, mas podem estar descansados, porque da mesma forma que nunca aceitarei nenhum cargo num dos órgão de gestão, nomeadamente no Conselho Geral (porque não concordo com este modelo de gestão) nunca, mas nunca, abdicarei da minha essência, daquilo que amo, que é ser Professor , do cheiro, da vibração da sala de aulas, por isso Supervisor a tempo inteiro “Jamés” , e se relator por obrigação, já que não tenho “tendência a” , vai pingar limão dentro de mim, de tristeza e raiva. Ah! Quanto a lutas ( tenham calma que fui a Lisboa!) de mandada sindicalização...pois está-se mesmo a ver...o Mar é tão belo!

Bem, vou indo à vida! Vou preparar aulas para duas turmas CEF que não me deixam cair na fase do "desinvestimento" (já que não passei pela do "conservadorismo e lamentações" ) do Michael Huberman. O "Treinador Carter" espera-me e a eles, espero, para motivação sobre o módulo Autoridade e " Os Cobardes" de Corbacho e Cruz, para o bullying e o tema dos Direitos Humanos.

Aí vai a minha Clarice Lispector, com saudável e irónica gargalhada: Viva o ME, Viva os Sindicatos, Vivam os blogues....VIVA EU!