domingo, 3 de fevereiro de 2008

Sudden Waves

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Como o João Barroso (sempre, sempre o Matias Alves em cima das coisas importantes para a reflexão-construção-descontrução docente) vou construindo as minhas muralhas, ajudando a construir moínhos , mas as minhas-meus, no colectivo solidário, não as muralhas que a maralha quer que eu construa, nem os moínhos de vento tontos onde alguns querem enredar a classe, nem na histeria histriónica que confunde, stressa e desanima os mais fracos. Jamais! Mas dizia, falta a terceira luta , e essa é a do esconder a cabeça na areia. E gosto da ideia , porque já o afirmei em posts anteriores, não tão explicitamente como o João Barroso: "as reformas pretendem mudar a escola mas na maior parte dos casos é a escola que muda as reformas" e é isso que a idiotia política que nos vai governando não percebe ou não quer perceber, enredada ela própria no equívoco demagógico do poder a qualquer custo.

Assim, para os meus parcos leitores, mais uns minutos dessa resistência pelo silêncio da palavra e da música dessa belíssima mulher e voz de mulher que é June Tabor. (Fotos minhas, as da June e albuns da Net)


SUDDEN WAVES

The waves, there are waves, sudden waves break over me


there are waves, sudden waves over me


there are days when the way that I want is not to be


and I am lost


There are days, broken days,


when the gales we sail have blown


there are waves, sudden waves over me


and the sea carries me on a course that’s not my own


and I’m alone



There are storms, sudden storms


when the form of life is lost


there are waves, sudden waves over me


and it’s chance, not design makes the line my


life has crossed


and I may drown


There are bays, peaceful bays


in the harbour of your hand


where the waves, sudden waves cannot reach


there are days


when the ways of your words can make dry land


and I can stay.



do álbum de June Tabor, ANGEL TIGER, 1992




2 comentários:

Raul Martins disse...

Li e reli... muito denso... vou voltar para mastigar melhor... não conheço muito (quase nada) João Barroso. Matias Alves vou conhecendo... um resistente e um lutador que admiro.

Oxalá a escola consiga mudar as reformas.

Bem queria eu que os do poder se regessem pelo espirito de direito que parte do princípio que os outros são tão bons como nós; infelizmente regem-se pelo espírito de finórios, que partem do princípio que os outros não valem nada e que é preciso subjugá-los.

Continue a sua resistência... e consigo, vou eu... e não percamos em momento algum o entusiasmo.

shpilk disse...

Beautiful .. thank you.