segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Senso e Gosto...Precisa-se contra o poder que o não tem

Cada vez mais uma "gostosura" a linguagem docente nos ataques verbais. Desde lambe cus, " enfodado" até F. da p...passando por "panascoso" ( se calhar o homem nem era da minas da Panasqueira), de tudo num processo que alguns poderão ver como de expressão de ferida raiva, e que eu interpreto de outra maneira: o desarranjo mental de alguns docentes, o que vai dando a estes fugazes alegrias e defecção de determinadas frustrações que até poderão ser legítimas, ao poder dará fortes razões para um sorriso à cão " Muttley" (Their Flying Machines).

Depois, caros colegas, se temos razão que a comunicação social não tem prestado a devida atenção à luta dos Professores, se acreditamos que o poder tem pesos pesados em ringue gigantesco a lutar com pesos plumas que somos nós e os nossos blogues a este nível mediático, imaginemos que um Jornalista mais afoito, "cusca" e "chiba", (adoro os termos da "chavalada") , resolve passar os olhos pelos blogues e começa a sacar , o que lhe interessa e se apercebe deste regabofes e isso sai para o exterior!? Queremos perder algum crédito que ainda vamos tendo na opinião pública? Queremos capitalizar e ter a razão e inteligência suficiente para argumentar, destruir pela lógica, pela alternativa, ou queremos ser conhecidos pelos "rascoprofs". Porque nem duvidem, se a opinião pública se virar contra nós, então nem sequer vamos perder a guerra, vamos ser açaimados e tudo!


Desculpem que vos diga, mas que há blogues, tão, tão democráticos, que aquilo descamba para a sanita e não há WC Pato, passe a publicidade que os limpe! Claro que um autor de um espaço destes pode acreditar no bom senso, na intelegência e cultura de quem escreve, só que há colegas que pura e simplesmente estão neuróticos, "doentes", histéricos e sem se aperceberem podem estar a dar tiros fora do alvo. Eu na tropa ( também há quem lhe chame serviço militar) quando um soldado disparava para lado ou para o ar, ou simplesmente apontava a arma à toa, ouvia o sermão terno " Quem não sabe não mexe", ou na versão antiga da canção " está "quietinho, ou levas no focinho".


SOU PROFESSOR, ou sou o quê ? Estão-se a cravar fracturas, abismos, ódios, que nenhuma "grande ou duas curtas" conseguirá apagar. E uma coisa é a linguagem humorada, pícara, de calão quando bem aplicada, a outra é o ronceirismo, a "badalhoquice" a indignidade, a descida ao nível do proxenetismo línguístico! Uma vergonha!
E como hoje estou para a "moral", aí vai: (depois digo de quem), porque esperemos que para 8 ou 15, não haja muito soldado maluco!


Wilhelm REICH


“Um exército de malucos em dois dias atacaria o general e em

três dias atacaria as próprias armas. Daí a inexistência de.


Controlar a energia não é fácil. Não se corta a energia como

se corta o pão, em fatias. Daí que caixas fechadas contendo

potências de movimentos, ou energia embrulhada em papel de

prata, como se fosse chocolate, não funcionem.


Porque a energia é menos aprisionável por ganchos de talho

que uma molécula de oxigénio, e esta é já dos animais mais fu-

gidios.


Se arrancares a cabeça de um corredor de 100 metros não

ficarás com a sua velocidade. Se duvidas, faz a experiência.”


4 comentários:

bigbrother disse...

O sábio lê livros, mas lê também a vida. O universo é um grande livro e a vida é uma grande escola.
(...) Quanto mais leio mais ignorante fico. A escolha que hoje se depara a qualquer homem educado é entre a inocência que não lê e a ignorância que lê muito.
(...) É possível sustentar com alguma aparência de exactidão que a imprensa de hoje mata a leitura e a leitura mata o pensamento.


descubra o autor...
Já agora o vernáculo não era utilizado - e bem - pela 1ª República...e outros autores o utilizaram com palavras bem forte..olhe este exemplo..

" "Foda-se" por Millôr Fernandes


O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela diz. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?

O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma pessoa melhor.
Reorganiza as coisas. Liberta-me. "Não quer sair comigo?! - então, foda-se!" "Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! - então, foda-se!".

O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.

"Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a ideia de muita
quantidade que "comó caralho"? "Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão matemática.

A Via Láctea tem estrelas comó caralho! O Sol está quente comó caralho! O universo é antigo comó caralho! Eu gosto do meu clube comó caralho! O gajo é parvo comó caralho! Entendes?

No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!". Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem.O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto.
Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades de maior
interesse na tua vida.

Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência.

Solta logo um definitivo:
"Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!".
O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema, e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (?)

Há outros palavrões igualmente clássicos.
Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba.
Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito assim, põe-te outra vez nos eixos.

Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça. E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"? Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai levar no olho do cu!"? Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima.

Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!".

Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?

Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor num
providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como
quando estás a sem documentos do carro, sem carta de condução e ouves uma
sirene de polícia atrás de ti a mandar-te parar. O que dizes? "Já me
fodi!"

Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a saúde, a educação e ? a justiça são de baixa qualidade, os empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a desejada reforma tem que aumentar ? tu pensas "Já me fodi!"

Então:
Liberdade, Igualdade, Fraternidade e foda-se!!!
Mas não desespere: Este país ? ainda vai ser "um país do caralho!" Atente
no que lhe digo!

Existente Instante disse...

Car Big E...
O Texto "O Sábio lê livros" conhecia, mas sinceramente não sabia o autor (agora sei)

O longo texto de Millôr Fernandes, não o conhecia!? Quase que o sei de cor, caro BIG! É sem dúvida é uma obra prima da ironia, da bofetada no púdico de bem escrever e da escrita politicamente incorrecta. E ...depois...
Você bem percebeu o que eu quis dizer. Eu não me estava a referir a literatura, estava a referir-me a "desabafos" inconsequentes que neste momento de "luta" nem aquecem nem arrefecem e que podem transformar-se em boomerangs e sabe muito bem que sim! E sabe muito bem que neste momento o que menos se precisa é de professores a atacar as suas próprias armas!

Já agora um pormenor interessantíssimo e seu de que gostei nas leituras "bloguistas " E depois do dia 15, ou 8" ? E se eles nem mexerem, como certamente lhes irá aconselhar a poderosa máquina de marketing que os sustenta? As Manifs valem na prática alguma coisa?
As Manifs para a "tainada", para a catarse, ou "moda" ? Porque não uma greve de dois ou três dias? Sabe bem porquê! Dos 100 mil, nem 40 mil a faziam ! Mesmo os "condutores de massas"!
Olhe o que lhe digo!

Anônimo disse...

"Só não percebo porque é que o big (?) se compara ou compara as afirmações publicas (ou publicadas) dos professores com grandes textos de grandes autores, com literatura? Estes professorzecos, que muitas vezes não lera mum livro nas faculdades, tendo-se limitado a uns apontamentozecos, não se enchergam...

ematejoca disse...

Nao conhecia este texto do Wilhelm Reich. Eu pensava, que ele só se interessava por Sexologia. Este texto tem piada. Quem diria!